13.11.16

Aproveitar as malaguetas

Este ano dediquei a maior parte do espaço das floreiras ao cultivo da várias espécies de malaguetas, ou piri-piris, não sei qual o nome correcto a dar às ditas, mas a verdade é que tenho apanhado tanta malaguetas que já sequei, congelei e dei.
Hoje decidi fazer umas pastas picantes com elas, para guardar e usar quando os cozinhados assim o pedirem.




Ainda não sei qual vai ser o resultado final, até porque as quantidades foram inventadas, mas caso queiram experimentar comigo aqui ficam as várias variantes (da esquerda para a direita):

# Pasta 1
50 gr de malaguetas (imagem abaixo)
2 dentes de alho
65gr de azeite
20 gr de whisky
tomilho fresco q.b.
1 patada de sal grosso

*Colocar todos os ingredientes no copo da bimby e triturar durante 5 minutos na ver. 7.


# Pasta 2
50 gr de malaguetas (imagem abaixo)
2 dentes de alho
65gr de azeite
20 gr de whisky
1 folha de louro (sem o veio do meio)
1 patada de sal grosso

*Colocar todos os ingredientes no copo da bimby e triturar durante 5 minutos na ver. 7.


# Pasta 3
50 gr de malaguetas, mistura de várias vermelhas (imagem abaixo)
2 dentes de alho
65gr de azeite
20 gr de whisky
sementes de coentro (a gosto)
oregãos (a gosto)
1 patada de sal grosso

*Colocar todos os ingredientes no copo da bimby e triturar durante 5 minutos na ver. 7.


# Azeite Picante
Malaguetas, mistura de várias previamente secas
2 dentes de alho cortados ao meio
Alecrim (a gosto)
Sumo de 1 limão
Azeite até encher o pote.

Os potes foram comprados na IKEA e antes de colocar as pastas e o azeite picante foram esterilizados durante 15 minutos no forno a 100º.
Agora vamos aguardar e podemos começar a experimentar dentro de 1 semana!


22.9.16

Um dia triste

Hoje estou triste, hoje perdi um amigo, hoje desapareceu da nossa vista uma pessoa que me era muito querida, certo que desapareceu apenas das nossa vista, mas o espaço que deixa, deixa também ele um sentimento de vazio, de injustiça.

Cresci a ver te sorrir, viveste de forma simples, mas sempre rodeado de amigos, sempre pronto para brincar e para "judiar" com todos, ainda hoje quando estava a olhar para o teu caixão com o burburinho de fundo consegui abstrair-me e imaginei o som da tampa de um tacho a cair e a assustar aquela gente toda que ali estava para se despedir de ti, e sim tinhas sido tu a fazê-lo, tal como fizeste tantas vezes ao longo dos anos, só para assustar os mais distraídos numa qualquer patuscada com os amigos, daquelas patuscadas que tu tanto gostavas, onde não era preciso muito, bastava um qualquer petisco e uns copos para não secar a boca, daquelas patuscadas onde eu aprendi a apreciar os momentos passados com os amigos, apenas porque sim.

Eu sei que tu sabes, mas eu nunca te confessei que o roubo da garrafa do licor de cachaça, não foi somente responsabilidade minha, teve o dedo da tua Sofia, mas também quero que saibas que o mesmo licor ainda está no meu congelador, bem fresquinho e havemos de o beber, brindando a ti.

Obrigada pelos sorrisos e risos que me arrancaste, obrigada pela amizade que dedicaste ao meu pai e pela cumplicidade que partilharam ao longo dos anos.

Adeus grande. Porta-te bem!
... era assim que nos despedíamos sempre.


13.9.16

Fotografias (porque sim)

Fotografar por fotografar... Gosto!
Dar voltas e voltas em redor de qualquer coisa apenas porque as imagens que dai resultam tem a componente gráfica que tanto gosto.
Vim de férias com a ideia fixa de comprar mais uma máquina fotográfica, desta vez queria uma que me permitisse fotografar debaixo de água, outra das condições era a de fazer macro fotografia (uma das minhas paixões) e que fosse compacta.
Não que queira abandonar a minha Canon eos 60D, mas porque sinto alguma dificuldade em andar com ela às costas durante muito tempo.

Depois de pesquisar o mercado lá me decidi por uma Olympus Tg4, até agora Aprovada!

Desta vez o modelo escolhido foi um reconfortante gin :)






27.8.16

Há festa na rua

Começaram hoje as festas em honra da Nossa Senhora da Atalaia, e lá fomos nós para a habitual voltinha no Kanguru, sempre uma emoção!




Fotos by Dora Ramalho
Atalaia - Montijo - 2016

26.8.16

✺ Respirando momentos ✺

A lembrar dias quentes, onde tudo ainda era diferente, não necessariamente melhor, apenas diferente.
Recordo este dia com um misto de emoções, um dia em que decidi agarrar na minha família e apanhar ar, ver o mar, sentir o sol e não pensar no que poderia estar para vir.

O que estava para vir, veio mesmo e não foi bom, mas era assim que estava escrito nas estrelas (se acreditarmos que é assim que funciona o universo).

Nunca publiquei estas fotos embora estivessem nos rascunhos para publicar desde o dia em que foram tiradas à espera de sentir que era o momento.
Hoje sinto que o meu estado de espirito está perfeito para as partilhar aqui convosco, sinto-me tranquila, confortavelmente tranquila e serena, vivendo apenas um dia de cada vez, sem planos.

Respirando momentos.



Photos by • Pedro Neves
Costa Vicentina 2015

17.8.16

A vida na ilha (dias simples)

A vida na ilha foi simples, água quente, sol, sem internet, descanso e sorrisos.
Sinceramente estava mesmo a precisar, embora confesse, tal como a minha querida Paula Calisto disse: "Hummm.... Com os bichos carpinteiros que tens... Ao fim de uma semana já dizes mal da água quente.", pois da água quente não digo mal, mas confesso que ao fim de 3 dias já começo com uma certa urticária a tanta ociosidade.


Mas foi bom, muito bom.
Terminei um livro e comecei outro, a cor do mar encheu-me a alma e vi jeitos da Máti ganhar guelras.

Não foi a minha primeira visita à República Dominicana e é incrível constatar que passados mais de 10 anos pouco ou nada mudou. 
A vida simples e descontraída dos dominicanos, tão descontraída que por vezes consegue enervar uma pessoa, o ritmo (lento) e a simpatia no olhar.

De onde são?
Portugal.
Ah Ronaldo, Nani... (há uns anos era Luís Figo), o que se mantém é mesmo o bacalhau com batatas :)








Photo by Dora Ramalho
República Dominicana 
* Punta Cana * Ilha Saona *
Agosto 2016

5.8.16

Não sei se volto da ilha (isto é um aviso sério!)

O ano passado as férias passaram sem sentirmos que as estávamos a viver, eu estava a viver, ou a tentar sobreviver àquilo que qualquer mulher teme e isso só por si não me deixou desligar e sentir a areia nos pés de forma terapêutica. Inevitavelmente quem está ao meu lado foi também afetado com toda esta loucura de incertezas e indecisões que se tornou a vida cá por casa.

O meu cancro obrigou-me a parar profissionalmente por mais de um ano mas não me permitiu desligar da rotina e do stress do dia-a-dia, antes pelo contrário, foi castrador em diversos sentidos e um deles (e sim o menos importante) foi a capacidade de me roubar aquele sentimento que tem quem trabalha um ano inteiro e sente que finalmente está a chegar o merecido momento do ano, as férias, o Sol, o mar e tudo aquilo que está implícito ao momento.

Isto tudo para dizer que o momento está a chegar, vamos de férias, vamos fugir para a ilha, supostamente durante uma semana, mas a verdade é que não sei se voltamos!

Beijinhos e aproveitem o sol.


Photo by Pedro Neves
Roma - Julho 2016

15.7.16

Roma (porque viajar alimenta a alma)

Não posso deixar de registar aqui a nossa última viagem, desta vez a Roma.
Posso dizer que adorei, mesmo com todas as coisas menos boas que encontrei pelo caminho, porque viajar alimenta a alma, viajar é provavelmente das melhores coisas que uma pessoa pode fazer.

Chegamos a Roma não dia seguinte a ganharmos o nosso primeiro europeu de futebol, e levamos connosco os cachecóis da selecção, significa que dormimos pouco antes da viagem mas que íamos de coração cheio.

Roma é uma cidade linda, mas a meu ver muito pouco cuidada, há lixo por todo o lado, as ruas cheiram mal e os italianos enquanto povo latino deixam imenso a desejar no que toca a simpatia.
Numa cidade carregada de história e arte pouco está pensado para facilitar o turista, porque aconteça o que acontecer turistas nunca vão faltar.

4 dias a caminhar pela cidade resultaram em 75Km percorridos, 2.354 fotografias umas pernas estafadas e a alma cheia.








Fotos by Dora Ramalho e Pedro Neves

5.7.16

O mundo ao avesso (17 - fim)

Chegou o fim (pelo menos assim espero)!
No passado dia 23 de Junho voltei uma vez mais ao bloco operatório para a última intervenção, ou retoque, como lhe queiram chamar.
Desta foi a vez de fazer a micro pigmentação da auréola e não estava à espera que metesse bloco operatório, bata, touca e maca, mas teve mesmo que ser incluindo anestesia local, uma vez que após tentativa falhada não suportei a concretização da tatuagem sem levar mais uma "espetadela".

A grande desilusão foi que não me foi permitido ver o resultado final, uma vez que tudo foi feito com os maiores cuidados afim de evitar possíveis infecções, as quais poderiam ser dramáticas.
Ontem finalmente fui retirar o penso e ver o estado final do retoque.

Está bonito.
Não há  mais nada que possa fazer para melhorar as marcas físicas que ficam após uma situação desta natureza.

Resta apenas mais uma semana de pomadinhas e alguns cuidados para tudo cicatrizar como deve ser.

Obrigada a todos os que me leram, a todos os que de alguma forma estiveram ao meu lado.
Foi muito duro, mudei, cresci e jamais voltarei a ser a mesma pessoa.



Não se esqueçam de sorrir, porque a sorrir é tudo mais fácil!

11.6.16

Uma casinha junto ao mar

Gostava muito de ter uma casinha pequena ao pé do mar... De preferência uma casinha antiga que desse para reconstruir/reaproveitar, um sítio acolhedor que me permitisse respirar o mar quer de verão quer de inverno.

Hoje estas 2 cruzaram-se comigo e fiquei apaixonada pela Concha Azul, mesmo na praia da Areia Branca.




30.5.16

Passa o tempo a crochetar

Uma promessa é uma promessa, a mantinha da mati está terminada.
Foi toda feita com restos de linha e por isso mesmo ficou super colorida.. Quem gostou muito foi o Sr. Bigodes que se apoderou de imediato dela.




Ohh yeah... It's friday! (Lego Fun)

Ups... Este chegou aqui atrasado.

15.5.16

Mais um marco (1 ano)

Mais um dia que assinalo como uma vitória, um dia difícil que ficou para trás, o dia que fica marcado para sempre na minha vida, o dia da 2ª cirurgia do ano, a mastectomia.
Uma vez mais parece tão distante e ao mesmo tempo tão próximo...
Obrigada Facebook por me lembrares as palavras que me sairam neste dia (ainda não sei se a máscara era para me esconder atrás dela, ou se era para me sentir mais forte).